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Detalhes e os brasileiros do Mundial de Pokémon

Que o mundial de Pokémon foi um sucesso, ninguém pode negar, mas após esse grande evento, o que podemos esperar do futuro do competitivo?



Do dia 18 ao dia 20 de agosto, tivemos o prazer de acompanhar o maior evento de Pokémon do mundo, contendo batalhas épicas com um prêmio no valor de 500 mil dólares, o que equivale a mais de um milhão e meio de temers.
 Reunindo jogadores do mundo todo, desde a América do Sul até mesmo a terra do sol nascente, esse evento épico teve como palco esse ano a cidade de Anaheim, na Califórnia.
Após partidas épicas nos dois primeiros dias, fomos levados às emocionantes finais do domingo, onde fomos apresentados aos novos campeões mundial de Pokémon VGC e TCG nas categorias Junior, Senior e Master. No TCG tivemos os campeões nas respectivas ordens, Tobias Strømdahl da Noruega, Zachary Bokhari dos EUA
e Diego Cassiraga da Argentina, que por sinal fez história sendo o primeiro Latino a ganhar um mundial com direito à festa no apê, enquanto no VGC tivemos Nicholas Kan da Australia, Hong Juyoung da Coreia do Sul e Ryota Otsubo do Japão - com seu incrível time com Whimsicott.

Brasileiros também estiveram presentes no evento, como os jogadores André Fumis e Vivian Trajano, marcando presença e representando a comunidade nacional de VGC. 

"Participar do mundial é muito legal, nem tanto apenas pelo torneio mas pela viagem inteira. Estar com amigos da comunidade VGC do mundo inteiro junto em um lugar só é fenomenal. Fiquei amigo de argentino, chileno, equatoriano, costa-riquenho, americano, português, inglês, holandês, australiano e cingapuriano." diz Fumis em relação à sua experiência no mundial, quanto às dificuldades enfrentadas, André diz "O campeonato é muito divertido mas muito difícil, porque você sempre joga contra um outro jogador nível mundial. Não tem partida fácil lá. É muito legal que todo mundo é aberto para conversar, inclusive os jogadores famosos, e fica um clima gigante de parceria. Além disso, as partidas que aparecem nas streams são sempre da altíssima qualidade, e o pessoal leva a criatividade ao máximo na hora de montar time pro campeonato.".

Imagem de Pokémon Brasil VGC no Twitter e agradecimento à Gustavo Braz, por disponibilizar as imagens e informações.

Outro grande representante nacional no evento é Luiggi Manzoti mama mia, o primeiro Juiz brasileiro a estar participando em função no mundial. Para ele o momento mais marcante foi a cerimônia de abertura. "A chegada do Masuda e do Ishihara, pela primeira vez poder vê-los de perto, descobrir o quanto Junichi é baixinho, - diz rindo - e logo após o anuncio das novidades, tudo isso acompanhado da energia e vibração da galera tornaram esse momento memorável.". Quanto às experiencias tiradas em sua participação ele diz: "As experiências marcaram muito meu crescimento como juiz, ter que lidar com jogadores internacionais que não falam inglês e a interação entre juiz e tradutores. Uma experiência que só se tem com um evento desse tamanho." até então, Manzoti só teve experiências com as divisões Master e Junior dos eventos que já havia sido juiz, mas no entanto, nessa vez, ele teve a oportunidade de se responsabilizar pela Senior. "Quando se fala de lidar com a Master, você lida com adultos que já estão criando uma certa maturidade e na Junior, quando você fala um não, eles entendem, respeitam, alguns podem até chorar quando perdem, o que é normal de criança, mas a Senior, são adolescentes, geralmente mais rebeldes, mais irritados, intensos", ainda nos contou algumas experiências que presenciou. "O fator cultural por exemplo é muito interessante, como os Italianos por exemplo, que são mais sangue-quente, eles berram, tivemos que retirar uma pessoa do torneio que teve uma infração gravíssima, eu infelizmente tive que tirá-lo e outras situações também, como uma mãe que entrou no stage e deu um tapa no oponente do filho". Quanto ao futuro do Juiz Luiggi, ele nos conta que agora em breve terá experiências sendo juiz na Alemanha, sendo sua primeira vez na Europa, conhecendo mais jogadores de culturas diferentes e pretende estar nos regionais, inclusive no Latin America, no Brasil e espera estar no próximo mundial que será em Nashville, exercendo tudo que aprendeu nesse meio tempo.

Luiggi Manzoti ao lado de Junichi Masuda

O Pokémon International Latin America para os mais íntimos Latam será em Abril do ano que vem, ainda sem local exato confirmado oficialmente, e mesmo sem ainda ter sido anunciado as regras oficiais do VGC para o próximo ano, maioria dos jogadores apostam em alguns detalhes, como a liberação da NationalDex e até mesmo das Mega-Evoluções, abrindo assim ainda mais o leque de opções para que o meta seja ainda mais diversificado. E você leitor, o que espera do VGC 2018? Vão se esforçar para representar o país lá fora? Deixe o seu comentário e não se esqueçam de acompanhar pois em breve teremos ainda mais notícias sobre o VGC.